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Mostrando postagens com o rótulo Mineração Taboca

NOVO ASSALTO ÀS ÁREAS INDÍGENAS DA AMAZÔNIA - I

A guerra Rússia-Ucrânia trouxe consequências para o nosso país. Entre elas a interrupção do fornecimento de fertilizantes, em especial, o potássio de Belarus, aliada dos russos. As empresas de mineração, nacionais e multinacionais e os governantes não se abalam com isto. Ao contrário, estão eufóricos. É a desculpa que precisavam para avançarem, desta vez, sobre o território dos índios Mura e Munduruku de Autazes e Nova Olinda do Norte, depositários deste mineral. Os empresários exploradores do potássio e governo, esperam obter grandes lucros, não importam os prejuízos que causarão a estes povos. Lembremos que há poucos meses iniciou o saque do gás do município de Silves. Comboios de carretas com gás provindo de Silves passam diariamente, aqui, pela BR-174, em frente à minha casa, rumo a Roraima. Fala-se de 20 carretas por dia. Já em sentido contrário, seguem, diariamente, saindo das minas do Pitinga, em nosso município, em torno de 400 caçambas de minérios estratégicos, os mais cobiçad...

Efemérides - 25.02.1985 - Relatório sobre a conclusão da etapa III de pesquisa de campo do processo etnográfico Waimiri Atroari

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AS LIÇÕES DO TORNADO E O MUTIRÃO DE SOLIDARIEDADE - Egydio Schwade

Foi domingo, dia 17 de outubro pelas 10 horas da manhã. Em 10 segundos o tornado destelhou uma centena de casas, derrubou dezenas de árvores, entre elas o jambeiro na esquina das ruas Cupiúba e Aquariquara, plantado pelo Doquinha em 1983, ano da instalação do município de Presidente Figueiredo. E o nosso abiuzeiro de 1987 que satisfez a lembrança de infância de muitos amazonenses. Muita família desabrigada! Mas desta vez a reação da administração municipal não demorou. Uma ação maravilhosa e conjunta das secretarias, coordenada pela Prefeita Patrícia, se movimentou logo por toda a cidade. Dezenas de pessoas numa ação solidária, com os próprios secretários à frente, buscaram as famílias atingidas. Vi o secretário da Defesa Civil, lá no alto, manejando a moto-serra, cortando galhos de árvores sobre as casas. Parabéns prefeita Patrícia! Parabéns secretários!  As sedes das secretarias e a própria prefeitura que muitas vezes acumulam funcionários(as), sem trabalho, tornando-se antros de...

OS JAPONESES E A MINERAÇÃO PARANAPANEMA: a propósito da denúncia do ex-deputado do PMDB/AM Mario Frota no dia 22-09-84

 Ontem a Casa da Cultura do Urubuí fez memória de uma denúncia do então Dep. Federal do PMDB, Mário Frota, feita a exatos 37 anos, a propósito de maracutaias feitas pelo então Superintendente da FUNAI, nissei, Nélson Marabuto Domingues, prejudicando gravemente os índios Waimiri-Atroari para favorecer a empresa de mineração Paranapanema.  A propósito vale recordar que por volta de 1974 o governo João Figueiredo, nomeara outro nissei, Shigeaki Ueki, Ministro das Minas e Energia. Foi este ministro que concedeu à Paranapanema os primeiros 5 alvarás para pesquisa e lavra de minério nas terras Waimiri-Atroari. Isto ocorreu quase simultâneo à nomeação do nissei Nelson Marabuto para Superintendente da FUNAI no Amazonas o qual fez as criminosas manobras que favoreceram a Paranapanema, em detrimento dos Waimiri-Atroari, como denunciou Mário Frota. Uma investigação, feita por a organização internacional sediada na Holanda, sobre o organograma da Paranapanema, concluiu que o controle acio...

Efemérides - 12.05.1987- Prejuízos ecológicos provocam pedido de cassação de alvarás

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Rezar por quem?

Dia 13 de março de 2016, domingo, no final da missa, o padre pediu orações pelo sucesso dos manifestantes daquele domingo, segundo ele, “foram às ruas para combater a corrupção”. Infelizmente não foi a corrupção que moveu esses manifestantes, mas um golpe para afastar do cenário nacional o Partido dos Trabalhadores, o único que até hoje combateu efetivamente a corrupção em nosso país. Para provar que a corrupção era galopante antes dos dois governos do PT, não precisa ir longe. É só adentrar a História e a pré-história do nosso município nesta BR-174. A construção da BR-174, durante o governo da ditadura militar, originou o município de Presidente Figueiredo e também a paróquia dos Santos Mártires e Nossa Senhora Aparecida, assim denominada pelo bispo D. Jorge Marskell, em memória ao genocídio dos índios Waimiri-Atroari, cometido pelo governo durante a construção da rodovia. Nem haviam matado todos os índios, quando o mesmo governo ditatorial entregou grande parte do territóri...

MINERAÇÃO CRIMINOSA

O jornal A Crítica de Manaus do dia 18 de novembro de 2015 alertou: “DEZ BARRAGENS DE MINERAÇÃO  INSEGURAS SE LOCALIZAM NO AMAZONAS.” Trata-se de 10 barragens de contenção da Mineradora MENSUR, ou Mineração Taboca (peruana) no município de Presidente Figueiredo, na Reserva dos índios Waimiri-Atroari. Em 1985, como membro da OPAN-CIMI, integrante de um grupo de Trabalho da FUNAI, fui testemunha da poluição que a mineradora jogava no Igarapé Tiaraju, afluente do rio Alalaú, veia aorta da Reserva Waimiri-Atroari e através dela no Rio Negro. Nos anos seguintes de 1987, 1989, 1990, 91 e 92 as coisas ainda pioraram muito com o rompimento sucessivo de barragens de contensão. No dia 29 de abril de 1993, segundo denunciou o CIMI ao jornal A Crítica 20-05-93, rompeu uma “barragem de rejeitos de lavagem de cassiterita, atingindo o igarapé (Tiaraju), prejudicando 150 índios e outros 450 que vivem na região. O rompimento da barragem de contenção de minérios na Mina do Pitinga é grave e deve...

A NULIDADE DOS TÍTULOS DE PROPRIEDADE DOS “PAULISTAS”

Por iniciativa de um vereador do município de Presidente Figueiredo, está rodando pelas comunidades do interior um Abaixo-Assinado contra uma decisão da Juíza Federal, Dra. Jaiza Fraxe. É preciso deixar claro, antes de tudo, que a decisão da Juíza pode acarretar a anulação dos títulos dos grileiros paulistas, que a muitos anos atrapalham a vida dos indígenas e agricultores das comunidades do município. São 266 títulos de 3.000 hectares cada um. É preciso que as autoridades se coloquem a par da História do seu município. É preciso que conheçam o sofrimento imposto pela Ditadura Militar aos índios com a passagem da BR-174. É preciso que conheçam a história de sofrimento imposta às comunidades de agricultores mediante o uso de títulos nulos, herança de corrupção, para que não repitam, corroborem e continuem este sofrimento, com as mesmas atitudes e ações do século passado. Venho acompanhando a questão desde que cheguei ao Estado em 1980 e, como cidadão amazonense, tranquilizo os...

O MUNICIPIO DE PRESIDENTE FIGUEIREDO III

Roubo da Mina Após a morte do Padre Calleri em 1968 o governo militar assumiu a construção da BR-174 que atravessa a área Kiña ou Waimiri-Atroari ao Nortedo Amazonas e Sul de Rorarima e a Perimentral, integrando as minas de toda a região Calha Norte com o Centro-Sul do País, através da Rede Transamazônica. A principal mina que essas estradas objetivavam e para as quais multinacionais forneciam recursos com muita liberalidade, se localiza na área dos índios Waimiri-Atroari. E a Paranapanema se tornou protótipo do novo (des)envolvimento que o governo se propôs a implantar na Amazônia. Criada em 1961 “para a exploração da Indústria da construção civil, incluindo projetose execução de obras de terraplanagem e pavimentação” (1), participou nesta condição na construção da Cuiabá-Santarém, da BR-174, Transamazônica e Perimetral Norte. Construindo estradas e violando territórios indígenas Amazônia afora, a empresa mudou os seus objetivos de construtora paramineradora. Nos trajetos con...

Como iniciou a alfabetização na língua dos Kinã-Waimiri-atroari

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Companheiras e companheiros, Com esta publicação abaixo retomamos hoje as nossas publicações em nosso blog. Escolhemos vários assuntos e atividades nas quais estivemos e continuamos envolvidos. Iniciamos com o tema da alfabetização que realizamos na aldeia Yawara dos índios Waimiri-Atroari ou Kiña entre 1985 e 1986. Doroti Alice e eu dedicamos a nossa existência à promoção da vida humana, em especial, às populações mais abandonadas e ultimamente também à promoção da fauna e da vida vegetal. Muitas pessoas amigas vem insistindo para que escrevamos essa nossa experiência.  Uma boa parte de nossas vidas, Doroti e eu, não andamos juntos, embora mesmo antes do casamento pensássemos juntos. Diante disso, prefiro usar aqui de forma muito livre a primeira pessoa, mesmo que esta ora se refira a Egydio ora a Doroti. Conforme se referem carinhosamente os professores da Unicamp, Juracilda Veiga e Wilmar D`Angelis na dedicatória do livro “Desafios atuais da Educação Escolar Indíge...

A NULIDADE DOS TÍTULOS DE PROPRIEDADE DOS “PAULISTAS”

Por iniciativa de um vereador do município de Presidente Figueiredo, está rodando pelas comunidades do interior um Abaixo-Assinado contra uma decisão da Juíza Federal, Dra. Jaiza Fraxe. É preciso deixar claro, antes de tudo, que a decisão da Juíza pode acarretar a anulação dos títulos dos grileiros paulistas, que a muitos anos atrapalham a vida dos indígenas e agricultores das comunidades do município. São 266 títulos de 3.000 hectares cada um. É preciso que as autoridades se coloquem a par da História do seu município. É preciso que conheçam o sofrimento imposto pela Ditadura Militar aos índios com a passagem da BR-174. É preciso que conheçam a história de sofrimento imposta às comunidades de agricultores mediante o uso de títulos nulos, herança de corrupção, para que não repitam, corroborem e continuem este sofrimento, com as mesmas atitudes e ações do século passado. Venho acompanhando a questão desde que cheguei ao Estado em 1980 e, como cidadão amazonense, tranquilizo os ag...

POR QUE O JUCÁ SE TORNOU O SUPERMINISTRO? - 2

A geopolítica estatal dos grandes projetos na região amazônica (mineração, rodovias, agronegócio, hidrelétricas, exploração madeireira) é um campo fértil para a ação de ladrões nacionais e estrangeiros. Daí, talvez, se pode entender por que os dois super-ministros, o do Collor e o do Temer, saíram da Amazônia: o senador Bernardo Cabral do Amazonas e o Romero Jucá de Roraima. Discretamente, durante .a campanha eleitoral de 1989, Cabral conseguiu a aprovação de uma vultosa verba para o asfaltamento da BR-174, Manaus-Boa Vista. Mas a verba não asfaltou um só metro da BR-174. Deve ter “asfaltado” a estrada do Collor ao poder em tempos de PC-Farias. Já o Jucá está envolvido não apenas na corrupção do Petrolão, mas muito mais no saque mineral da Amazônia. Acho que este é o caso mais grave de corrupção da História do Brasil. Lamentavelmente, ainda não apurado pelo Ministério Público Federal.  As terras brasileiras escondem o maior tesouro de minérios estratégicos do mundo. Em art...

POR QUE O JUCÁ SE TORNOU O SUPERMINISTRO? - I

Vou iniciar com uma história bem pessoal. Em 1985, fim da Ditadura Militar, a convite de um amigo, Ezequias Heringer – Xará – participei, junto com a família, de um grupo de Estudos e Trabalho-GET da FUNAI. O GET objetivou uma nova política indigenista oficial para o povo Waimiri-Atroari, após o genocídio sofrido durante a ditadura. A primeira decisão do GET foi iniciar uma experiência de alfabetização daquele povo na sua língua materna. A execução dessa iniciativa coube a nossa família. Adotamos o método Paulo Freire, onde, desde o início os índios tiveram o domínio do processo. A experiência inédita foi elogiada e recomenda pelos especialistas da FUNAI. Mesmo assim, em dezembro de 1987, foi interrompida pelo presidente do órgão, Romero Jucá. Em campanha caluniosa que se seguiu, Jucá acusava-nos de estrangeiros(eu gaúcho e minha esposa catarinense), a serviço de mineradoras da Ásia. (Vejam O Estado de São Paulo 08-15 de agosto de 1987, Campanha contra o CIMI). A campanha do Estadão...

MINERAÇÃO CRIMINOSA.

O jornal A Crítica de Manaus do dia 18 de novembro de 2015 alertou: “DEZ BARRAGENS DE MINERACAO INSEGURAS SE LOCALIZAM NO AMAZONAS.” Trata-se de 10 barragens de contenção da Mineradora MINSUR, ou Mineração Taboca (peruana) no município de Presidente Figueiredo, na Reserva dos índios Waimiri-Atroari/Amazonas. Em 1985, como membro da OPAN-CIMI, integrante de um grupo de Trabalho da FUNAI, fui testemunha da poluição que a mineradora joga no Igarapé Tiaraju, afluente do rio Alalaú, veia aorta do Reserva Waimiri-Atroari e através dele no Rio Negro. Nos anos seguintes de 1987, 1989, 1990, 91 e 92 as coisas ainda pioraram muito com o rompimento sucessivo de barragens de contensão. No dia 29 de abril de 1993, segundo denunciou o CIMI ao jornal A Crítica 20-05-93, rompeu uma “barragem de rejeitos de lavagem de cassiterita, atingindo o igarapé (Tiaraju), prejudicando 150 índios e outros 450 que vivem na região. O rompimento da barragem de contenção de minérios na Mina do Pitinga é grave e dev...