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Memórias da querida Silvia Bonotto - Egydio Schwade

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Faleceu ontem (17) em Porto Alegre/RS, Sílvia Bonotto Silvia foi a 1ª pessoa que se inscreveu na Operação Anchieta-OPAN, a 1ª ONG indigenista. Criada em fevereiro de 1969, a OPAN, hoje Operação Amazônia Nativa, com sede em Cuiabá/MT.  Silvia atuou durante mais de 30 anos com povos indígenas, optando sempre pelos que muito necessitavam de uma presença solidária. Em seu percurso, foram 4 os principais povos, com os quais conviveu e trabalhou: Kayabi e Apiaká, no Rio Tatuí ou rio dos Peixes/MT, Paresi, no Chapadão dos Parecis e Karajá, na Ilha do Bananal. Além desses atendeu e conviveu também em momentos de emergências com os Tapirapé, com os Irantxe, Nanbikuara, Rikbaktsa, Enauenê Nauê, Myky e Pakaa Novo. “Belas histórias e alegrias com todos estes povos!” Conclui, Silvia em um de seus escritos. Nossa solidariedade e gratidão, a esta preciosa família Bonotto que com Sílvia e Zé, trouxe tanta alegria a tantos povos indígenas e a todos nós que tivemos a honra deste convívio caloroso po...

ASSEMBLEIAS INDÍGENAS: OS POVOS INDÍGENAS SE AFIRMAM

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 Alguns precedentes Há quem atribui a um grupo de antropólogos reunidos em Barbados a mudança na política indigenista na Igreja Católica, ocorrida a partir do final dos anos 60 no Brasil. Em verdade foi o apelo do Concílio Vaticano II por uma nova consciência frente aos povos que revolucionou o trabalho indigenista da Igreja e motivou as assembleias indígenas. A partir de 1962 chegavam aos educandários católicos os primeiros documentos do Concílio Vaticano II com orientações como esta: “Como Cristo, por sua encarnação se ligou às condições sociais e culturais dos homens com quem conviveu, assim deve a Igreja inserir-se em todas essas sociedades, para que a todas possa oferecer o mistério da salvação e a vida trazida por Deus (...) Reconheçam-se como membros do corpo social em que vivem e tomem parte na vida cultural e social através das várias relações e ocupações da vida humana. Familiarizem-se com suas tradições nacionais e religiosas. Com alegria e respeito descubram as sementes...

Especial 50 anos do CIMI - OS PRIMEIROS PASSOS DA OPAN - Egydio Schwade

Caros amigos e amigas, do CIMI-OPAN e CPT, Como várias pessoas me tem solicitado entrevistas, textos e falas a propósito dos festejos dos 50 anos da História do CIMI, que tenho vivenciado desde os seus precedentes e surgimento, inclusive, tendo coordenado a plenária do dia 23 de abril de 1972, em Brasília, onde nasceu, vou iniciar hoje a publicação de textos que elaborei em diversos momentos desta história. Acho que estes textos podem contribuir para a recuperação da memória, sobretudo do surgimento e inícios do CIMI. Os textos foram escritos em momentos diferentes da caminhada do CIMI, por isso, peço que não levem a mal se encontrarem redundâncias ou até parágrafos repetidos. Um cordial abraço, Egydio OS PRIMEIROS PASSOS DA OPAN Cheguei à Missão Anchieta-MIA no dia 1 de janeiro de 1963. A situação dos índios era muito difícil. Índios abdicando de sua identidade e para se esconderem, buscavam a cidade. Missão indígena estagnada sobre o internato de Utiariti, o qual tinha a sua continui...

Efemérides - 11.09.1985 - A política indigenista da "Nova República"

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SITUAÇÃO YANOMAMI: AONDE ESTÃO AS FORÇAS ARMADAS?

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Mais uma vez estamos à beira de um genocídio. Ou a humanidade misericordiosa se move e toma uma decisão urgente ou o segmento mais cruel da desumanidade, vai concluir mais esta ação de covardia. Em plena pandemia, o povo Yanomami está sendo atacado por milícias. E os acontecimentos têm vinculação com os donos das milícias que detém hoje o poder no país. Veja o que o Conselho Indigenista Missionário-CIMI, denunciou em 17-06-1999: “O mais recente escândalo deste governo foi a nomeação, para diretor da Polícia Federal, de um delegado acusado de ser torturador no regime militar. A escolha do nome de João Batista Campelo foi do próprio Presidente Fernando Henrique Cardoso. Coincidentemente, Campelo era Secretário de Segurança no Estado de Roraima e vem sendo ferozmente defendido pelos parlamentares que conformam o que há de pior no Congresso Nacional, no que diz respeito aos direitos humanos e aos direitos indígenas.: Elton Rohnelt (PFL-RR), Antônio Feijão (PSDB-SP), Jair Bolsonaro (PPB-R...

O Legado de Pe. Iasi e a Crítica à Política Indigenista Brasileira.

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Entrevista especial com Egydio Schwade Por Patricia Fachin (IHU) Originalmente publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos , em 31 de março de 2015. “Quando trabalhamos no Secretariado do CIMI, sempre lutamos para que a questão indígena não mais permanecesse ligada a um Ministério do governo, mas passasse a ser responsabilidade direta da Presidência da República. Ora, a PEC 215 quer transferir a responsabilidade ao Congresso Nacional, onde sempre vencem as forças anti-indígenas”, critica o colaborador do CIMI. “O importante legado que Pe. Antonio Iasi nos deixa é a sua fé em acreditar na força escondida nos fracos e, em especial, na força transformadora que os povos esmagados encerram. Daí também o seu esforço no sentido de garantir um chão seguro para os povos indígenas”, comenta Egydio Schwade, que se tornou amigo de Iasi no início dos anos 1960, quando ambos participaram da missão jesuítica de Utiariti, no Mato Grosso.  Pe. Antônio Iasi Na entrevista a s...