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Mostrando postagens com o rótulo Violência contra povos indígenas

A MISSÃO DAS FORÇAS ARMADAS

“...os militares se revelaram incapazes de instituir a paz dentro do território Yanomami. Que vergonha para a nona maior economia do mundo ter Forças Armadas que não conseguem lidar com o quê, dois ou três mil garimpeiros? Se os militares brasileiros não são páreos para esse pequeno contingente humano, imagina numa invasão estrangeira. Adeus, Brasil.” - Rubens Valente Tenho 88 anos. E faltava apenas um mês para completar meus 79, quando fui convidado a acompanhar 14 guerreiros Yanomami em uma ação de destruição de dois garimpos ilegais, instalados na terra Yanomami, em um afluente do rio Couto de Magalhães, próximo à fronteira da Venezuela. Durante a longa viagem, de ônibus até Boa Vista, 45 minutos de avião, navegando pelos rios Mucajaí e Couto de Magalhães e finalmente, caminhando pela floresta até o destino, me perguntava: por que me convidaram a mim e não as Forças Armadas? Só tive condições de carregar algumas cartelas de ovos do espólio conquistado! A história das Forças Armadas ...

OS POVOS TEM O DIREITO DE SE DEFENDER DO COLONIALISMO

O colonialismo é essencialmente perverso. E o Estado de Israel é fruto do colonialismo inglês e americano. No ato de sua criação, em 1948, foram expulsos de sua terra imemorial 750.000 palestinos. E mediante a pratica do colonialismo, Israel vem ampliando o seu território. Já são em torno de 500 mil colonos israelenses que se instalaram, à revelia de leis e tratados, em território palestino. Gaza é um “campo de concentração” de refugiados palestinos, resultado do colonialismo de Israel. Foi o que restou ao povo expulso do território hoje ocupado por Israel. Agora já vem falando em expulsar 2.200.000 para o deserto do Sinai. Vi e senti, durante 60 anos de minha vida as consequências do colonialismo português e brasileiro que pesou e pesa genocida sobre os povos originários no Brasil e não me arrependo de ter gasto todos estes anos lutando contra este colonialismo e suas consequências. Ao terminar o curso de Filosofia iniciei uma maratona pelo país, a fim de ver o que acontecia aos povos...

Efemérides - 15.02.1975 - Funai desmente o ataque de índios a posto avançado (Manaus)

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Neste texto, na parte que se refere aos Waimiri-Atroari, mostra a paranoia que reinava entre os funcionários da FUNAI, com relação a este povo indígena. Apesar de ter sofrido um genocídio que o reduzira de 3.000 a menos de 400 sobreviventes, a equipe de atração dirigida pelo órgão de proteção, foi composta por 69 homens armados, em sua maioria indígenas de outros povos, sem preparo prévio para um contato pacífico com este povo tão injustamente agredido. Casa da Cultura do Urubuí, 15 de fevereiro de 2022, Egydio Schwade

Efemérides - 31.12.1979 - Relatório de Egydio Schwade - Índios e ação indigenista: sombras, vitórias e esperanças

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Efemérides - 10.11.1975 - Funai prever ataques - atroaris

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 Entrevista com o Coordenador da FUNAI na Amazônia, Hélio Rocha a O GLOBO, em 1975, sobre o uso da força bruta para conter a resistência dos índios Waimiri-Atroari, defendida então abertamente pelo Comando Militar da Amazônia, cf Of. 042 de 21-11-74 e pelo agente Sebastião Amâncio, nomeado para dirigir a Frente de Atração Waimiri-Atroari, como substituto de Gilberto Pinto, morto pelos índios.

Efemérides - 04.11.1980 - Juruna não irá a Holanda, diz Andreazza

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Efemérides de hoje mostra a pressão que os índios sofriam na década de 70 e 80 por parte da Ditadura Militar e que hoje é mais violenta ainda. Naquele momento por pressão internacional a Ditadura foi forçada a mudar sua determinação e a conceder passaporte durante o evento ao Tuxaua, Mário Xavante, que ainda chegou em tempo para fazer o discurso de encerramento do IV Tribunal Russell, realizado em Rotterdam/Holanda. Tive o prazer de receber Mario Juruna no Aeroporto Schiphol, em Amsterdam. Fui relator de dois casos neste Tibunal: O de Mangueirinha no Paraná, elaborado pelo Indigenista do CIMI, Wilmar D'Angelis e o caso dos Waimiri-Atroari, elaborado por mim e Doroti. Casa da Cultura do Urubuí, 04 de novembro de 2021, Egydio Schwade  

Efemérides - 29.10.1986 - Amazônia hoje - Altino Berthier Brasil

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Efemérides traz hoje artigo de Altino Berthier Brasil, oficial aposentado do Exército que atuou na construção da BR-174.  Berthier Brasil, é autor do livro: "O Pagé da Beira da Estrada", em que escreve as suas memórias sobre os trabalhos da construção da Rodovia. Sintomaticamente, dedica o seu livro "Ao anônimo irmão Waimiri-Atroari,  cujo cadáver mal-enterrado, deparamos, muitas vezes pela frente". Casa da Cultura do Urubuí, 29 de outubro de 2021, Egydio Schwade

Efemérides - 22.10.1972 atroaris são ainda um perigo, 22.10.1982 entidades empresariais estão preocupadas com hidrelétricas e 22.10.1986 jazidas no alto Rio Negro - inauguração da escola de mineração

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É preciso ir ao fundo da História, sempre buscar a verdade, não apenas as aparências que governos, militares e mídia a serviço de interesses escusos propagam. 1. Perigo mesmo naquele ano de 1972 eram os militares, que entraram no território Waimiri-atroari como se fosse um vazio demográfico, matando quem resistia em defesa de seu povo. 2. O índio Waimiri-Atroari foi agredido e morto. A suas vidas não preocupavam autoridade alguma. O interesse era garantir a construção de Balbina, a Zona Franca, o minério.  Vidas humanas não importavam ao Governador amazonense Gilberto Mestrinho. Tudo isto fica claro ao longo das efemérides de hoje. Casa da Cultura do Urubuí, 22 de outubro de 2021, Egydio Schwade 22.10.1972 atroaris são ainda um perigo 22.10.1986 jazidas no alto Rio Negro - inauguração da escola de mineração 22.10.1982 entidades empresariais estão preocupadas com hidrelétricas

Efemérides - 12.10.1980 - Tribunal Russel julgará violências contra os indígenas

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Hoje faz 41 anos que a imprensa mundial anunciava a realização do IV. Tribunal Russell a realizar-se em Rotterdam/Holanda. Em foco o julgamento de denúncias sobre Violação dos direitos dos Povos Indígenas das Américas. 4 foram os casos do Brasil apresentados com detalhes: Waimiri-Atroari/AM, Kaingang de Mangueirinha/PR, Nhanbikuara/MT e a situação dos indios do Alto Rio Negro. Fui convidado, junto com o escritor amazonense, Márcio Souza e Vincente Carelli, para apresentador de casos. Coube-me apresentar dois casos: Kaingang de Mangueirinha, descrito por Wilmar D'Angelis e Waimiri-Atroari:  Coube-me ainda apresentar uma visão geral da situação indigena no Brasil.  Do juri participaram entre outras personalidades mundiais: DArci Ribeiro do Brasil e a indigena boliviana autora do livro: "Se me dejan hablar" A Imprensa mundial deu grande destaque ao evento. Do Brasil veio a jornalista Eliana Lucena, repórter de O Estado de São Paulo e pela Folha de São Paulo e Jorna...

NOTA À IMPRENSA - CONFLITO ABACAXIS: UM ANO DE MEMÓRIA, HAVERÁ JUSTIÇA?

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  " Nesta quarta-feira (4), organizações e movimentos sociais divulgaram uma nota à imprensa contra a impunidade do Massacre de Rio Abacaxis, no Amazonas, que vitimou quatro ribeirinhos e dois indígenas Munduruku. Um ano após o massacre, as organizações denunciam a negligência do Estado nas investigações e a falta de proteção às comunidades e cobram uma série de medidas para garantir a elucidação do caso e a segurança de indígenas e ribeirinhos. A nota foi divulgada após o seminário “Um ano do massacre do Abacaxis: Haverá justiça?”, que ocorreu entre os dias 3 e 4 de agosto. No dia 3, foram realizadas duas mesas de diálogo virtuais sobre o tema." - POR ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI O massacre do Abacaxis é um exemplo emblemático da violência das forças  policiais do Estado e também da impunidade quando essa violência ocorre contra as  pessoas mais vulneráveis socialmente. Só no Amazonas a chacina do Crespo, a recente  chacina de Tabatinga e o massacre do Rio Abac...

QUALIFICAR O GENOCIDIO E PEDIR PERDÃO...

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Aldeia Yawará, 1986. Foto: Egydio Schwade.   No dia 28 de maio passado, a imprensa alemã, publicou a seguinte resolução do Governo alemão, assinada pela 1ª. ministra Ângela Merkel e pelo ministro do exterior Heiko Maas: “Vamos qualificar os acontecimentos ocorridos na época colonial alemã na atual Namíbia contra as populações Herero e Namas e em especial as atrocidades ocorridas entre o período de 1904 e 1908, sem eufemismos ou atenuantes. Vamos chamar esses acontecimentos, agora também oficialmente, como aquilo que eles foram da atual perspectiva, um genocídio e à luz das responsabilidades históricas e morais da Alemanha, pediremos perdão à Namíbia e aos descendentes das vítimas". Esta resolução do governo alemão inicia uma reconciliação com o seu passado. Os governos, português e brasileiro, necessitam ainda olhar e qualificar os acontecimentos ocorridos com os povos originários do Brasil, durante a História Colonial e após a independência, com foco especial, na História c...