ASSEMBLEIAS INDÍGENAS: OS POVOS INDÍGENAS SE AFIRMAM
Alguns precedentes Há quem atribui a um grupo de antropólogos reunidos em Barbados a mudança na política indigenista na Igreja Católica, ocorrida a partir do final dos anos 60 no Brasil. Em verdade foi o apelo do Concílio Vaticano II por uma nova consciência frente aos povos que revolucionou o trabalho indigenista da Igreja e motivou as assembleias indígenas. A partir de 1962 chegavam aos educandários católicos os primeiros documentos do Concílio Vaticano II com orientações como esta: “Como Cristo, por sua encarnação se ligou às condições sociais e culturais dos homens com quem conviveu, assim deve a Igreja inserir-se em todas essas sociedades, para que a todas possa oferecer o mistério da salvação e a vida trazida por Deus (...) Reconheçam-se como membros do corpo social em que vivem e tomem parte na vida cultural e social através das várias relações e ocupações da vida humana. Familiarizem-se com suas tradições nacionais e religiosas. Com alegria e respeito descubram as sementes...