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Mostrando postagens com o rótulo Agronegócio

A FLORESTA AMAZÔNICA e a sua Economia Invisível - Egydio Schwade

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Com uma incrível generosidade, silenciosas, escondidas, invisíveis, algumas espécies de arvores da floresta nativa daqui, em volta do rio Urubuí/AM, nos deram no semestre que findou, 3.252,8 kg de mel. Resultado da colheita do trabalho de 45 famílias de abelhas da espécie apis-melífera-africanizadas, localizadas em 6 apiários. Sem referir a cera, o própolis, o pólen que nos deram. E junto aos mesmos apiários cultivamos ainda 15 espécies de meliponíneos, abelhas sem ferrão, em torno de 200 enxames cujo mel ainda não foi colhido, mas que visitaram as mesmas árvores. O trabalho humano envolveu 6 pessoas, entre elas um com 87 anos de idade.  As árvores que ofereceram este abundante e precioso produto, sequer são conhecidas ou identificadas, por algum especialista ou instituto. Ninguém de fato as procurou, para vê-las, conhecê-las, identificá-las e agradecê-las. Vivem na solidão.  As abelhas nos levaram à descobrir a biodiversidade e o valor que existe na floresta nativa, tanto par...

11.05.2014 - TENHARIM: UM POVO CONDENADO AO APARTHEID - Egydio Schwade

 “Humaitá é hoje, em pleno século 21, uma cidade onde os índios não podem pisar, sob pena de serem espancados e mortos. Não apenas por comerciantes e pecuaristas, mas até por moradores que, como eles, vivem na pobreza.” 1 – Alceu Castilho As agressões ao povo Tenharim no seu habitat ao Sul do Amazonas, já vem de longe. E a sua motivação sempre foi de ordem econômica espoliadora. Curt Nimuendaju escrevia em 1922: “Da margem do Madeira foram expulsos, pela invasão dos seringueiros, em todo o trecho entre o Lago do Antônio e Paraizo.”. E em outro trecho: “Uma guerrilha cruel e traiçoeira começou e se arrastou durante longos decênios. Nas represálias dos civilizados, às mais das vezes, estes se comportavam pior que os seus adversários selvagens. Bradou-se por medidas enérgicas; exigiu-se o extermínio da tribo, e os moradores do sertão contribuíram o mais que foi possível para este fim, fazendo fogo sobre qualquer índio, onde quer que ele se apresentasse.  E foi desta forma, por u...

SITUAÇÃO YANOMAMI: AONDE ESTÃO AS FORÇAS ARMADAS?

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Mais uma vez estamos à beira de um genocídio. Ou a humanidade misericordiosa se move e toma uma decisão urgente ou o segmento mais cruel da desumanidade, vai concluir mais esta ação de covardia. Em plena pandemia, o povo Yanomami está sendo atacado por milícias. E os acontecimentos têm vinculação com os donos das milícias que detém hoje o poder no país. Veja o que o Conselho Indigenista Missionário-CIMI, denunciou em 17-06-1999: “O mais recente escândalo deste governo foi a nomeação, para diretor da Polícia Federal, de um delegado acusado de ser torturador no regime militar. A escolha do nome de João Batista Campelo foi do próprio Presidente Fernando Henrique Cardoso. Coincidentemente, Campelo era Secretário de Segurança no Estado de Roraima e vem sendo ferozmente defendido pelos parlamentares que conformam o que há de pior no Congresso Nacional, no que diz respeito aos direitos humanos e aos direitos indígenas.: Elton Rohnelt (PFL-RR), Antônio Feijão (PSDB-SP), Jair Bolsonaro (PPB-R...

RURALISTAS

Não são os ruralistas que comandam o Congresso Nacional? Não é o grupo mais coeso contra a Dilma e o PT? O CNA-O Conselho Nacional da Agricultura não está unanimemente contra a Dilma e o PT? É através da mentira do atual “Ministério da Agricultura”, que acontece hoje a maior corrupção do país. O “Ministério da Agricultura” insisto, não é Ministério da Agricultura, mas Ministério do Agronegócio, porque não faz agricultura, mas negócio. A terra é apenas sustentáculo de negócio. Negócio montado em escritórios urbanos e da EMBRAPA. É através dele que escorre o dinheiro que envenena a terra e que sustenta a eleição da bancada corrupta dos ruralistas. Sem produzir alimentos comestíveis, o “Ministério da Agricultura” recebe hoje três vezes o montante destinado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (este, sim é Ministério da Agricultura), à Agricultura Familiar que sustenta 83% dos alimentos que abastecem a mesa dos brasileiros, inclusive, a mesa dos agronegociantes que não tem coragem de ...

Viver com razão!

Nenhuma empresa, nenhum governo do modelo romano que governa hoje o mundo vai salvar o ambiente, porque o que praticam como “economia” não é economia mas crematística. Aristóteles já o afirmava. Para sobreviverem acabam queimando tudo. Só durante este último verão queimou aproximadamente 10% da floresta amazônica remanescente. Alguém viu algum Exército apagando fogo pelas florestas da Amazônia que estavam queimando do Maranhão à Roraima! Está combatendo o mosquito aedes egipti, tudo bem. Precisa mesmo! Mas este é consequência da depredação. Outras epidemias virão como resultado da ruina das florestas. Assim como as abelhinhas jatis melíferas, se tornaram urbanas, por que uma desconhecida “aedes amazônica” não vai procurar seu último refúgio na cidade? A nova lição que os soldados do mundo inteiro deveriam aprender nos quartéis, era como defender o país dos cremadores, dos agronegociantes, dos madeireiros, dos construtores de hidrelétricas, dos saqueadores de minério. Jamais o farã...

Apelo aos Assessores da Presidenta Dilma: Fora Agronegócio

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Não é porque o mapa do agronegócio todo azulou ou tucanou nas últimas eleições, mas porque a saúde da terra e do povo brasileiro estão em jogo. Caros companheiros e companheiras, assessores(as) do Governo Dilma, o diálogo com a sociedade brasileira exige que vocês ajudem a Dilma a questionar o apoio que vem sendo dado ao agronegócio.   O grupo ruralista que tem sido privilegiado em todos os governos anteriores, mas em especial na primeira gestão de Dilma, são os principais poluidores da terra e da nossa comida brasileira. E eles estão aí de volta, no Congresso, querendo de novo comandar e desmandar. O grupo está alinhado a um modelo essencialmente desenvolvimentista predador, e como alerta a Comissão Pastoral da Terra, é o principal responsável “pela devastação ambiental dos nossos biomas, com o desmatamento e a utilização intensiva de agrotóxicos que suprimem a proteção vegetal e contaminam solos, águas, ar e trabalhadores e trabalhadoras. Provocam ainda o secamento e morte...

STJ reconhece legitimidade da etnia Waimiri-Atroari sobre terras no Amazonas

A reportagem foi publicada dia 31 de março de 2014 pelo Superior Tribunal de Justiça e foi recebida como uma primeira vitória contra a grilagem de terras no Amazonas que envolve famílias tradicionais na política e economia do Estado de São Paulo e que prejudica não somente os Waimiri-Atroari, mas aproximadamente 2.000 famílias de agricultores do Município de Presidente Figueiredo. A área abrangida por esse único processo de grilagem corresponde a mais de 2.400.000 hectares e ocorreu no período da ditadura militar, mais precisamente entre 1969 e 1972. Confira na íntegra a reportagem: A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou, em julgamento unânime, a sentença que reconheceu a titularidade da comunidade indígena Waimiri-Atroari sobre a posse de determinada porção de terra que havia sido doada pelo estado do Amazonas a uma empresa privada. O caso refere-se à desapropriação realizada em 1986 pela estatal Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (Eletronor...

A Batalha de Humaitá

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"A suspeita de que foram os indígenas os responsáveis por três desaparecimentos funcionou como um rastilho de pólvora em uma região marcada pela ilegalidade, violência e omissão do Estado." O texto traz importantes informações sobre os bastidores dos conflitos em Humaitá. Por Alceu Luís Castilho Originalmente publicado em " Agência Pública "   Cena 1. Terra Indígena Tenharim, km 123 da Rodovia Transamazônica, sul do Amazonas. 27 de dezembro de 2013. De um lado da ponte sobre o Rio Marmelos, de Manicoré para Humaitá, centenas de homens, 50 deles armados. Do lado de Humaitá, 100 guerreiros da etnia Tenharim, 50 de cada lado da estrada. Também armados. Zelito Tenharim, funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funai), está no grupo que liga do orelhão para o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a presidente da Funai também participam da conversa. E ouvem, ao fundo, os gritos d...