RORAIMA INDIGENA – 1976 (Parte 5)*
Estorvo do Progresso Outra constante no relacionamento branco-índio foi a do índio ter sido considerado “empecilho ao progresso do branco”. A história mais marcada neste sentido tem sido a dos Waimiri-Atroari. O progresso para o branco coincide com o progresso do capitalismo, com a construção das ruas e edifícios Boa Vista, com a construção de pontes e estradas, com a construção de ginásios e de palácios oficiais, com a construção de aeroportos e rádios. Tudo o mais, quando não explicitamente, pelo menos implicitamente, é atraso. Assim escreve o branco de Roraima: “Os povos, tal qual um indivíduo isolado, têm as sua infância e maturidade. Sabemos que em pontos mais afastados como na região do alto Catrimani, ainda existem silvícolas vivendo a idade da pedra, porem, nos meios civilizados, devido à condição de Território Federal, ligado diretamente ao poder central da República, o comportamento do nosso povo alcança posição de destaque no setor educacional”(ReR,pg.37). O “civilizado” ...