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Efemérides - 23.03.1988 - Paranapanema quer poluir menos possível

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 Como se constata pela efemérides de hoje, o problema da poluição do meio ambiente, dos rios e igarapés, por mineradoras em nosso Estado do Amazonas vem se arrastando desde o início dos anos 80, especialmente em nosso município de Presidente Figueiredo. Muitas promessas de solução por parte das mineradoras e dos governos, mas nem paliativos aconteceram de fato. Todo o ano os indígenas vem denunciando a poluição dos seus rios. Agora com o olho grande das mineradoras sobre o potássio nas terras dos índios Mura em Autazes, novas promessas, novas garantias que já sabemos, vão desembocando em grosseiras mentiras ou fake news, como modernizaram, elegantemente, as mentiras. Casa da Cultura do Urubuí, 9 de março de 22, Egydio Schwade

NOVO ASSALTO ÀS ÁREAS INDÍGENAS DA AMAZÔNIA - I

A guerra Rússia-Ucrânia trouxe consequências para o nosso país. Entre elas a interrupção do fornecimento de fertilizantes, em especial, o potássio de Belarus, aliada dos russos. As empresas de mineração, nacionais e multinacionais e os governantes não se abalam com isto. Ao contrário, estão eufóricos. É a desculpa que precisavam para avançarem, desta vez, sobre o território dos índios Mura e Munduruku de Autazes e Nova Olinda do Norte, depositários deste mineral. Os empresários exploradores do potássio e governo, esperam obter grandes lucros, não importam os prejuízos que causarão a estes povos. Lembremos que há poucos meses iniciou o saque do gás do município de Silves. Comboios de carretas com gás provindo de Silves passam diariamente, aqui, pela BR-174, em frente à minha casa, rumo a Roraima. Fala-se de 20 carretas por dia. Já em sentido contrário, seguem, diariamente, saindo das minas do Pitinga, em nosso município, em torno de 400 caçambas de minérios estratégicos, os mais cobiçad...

Efemérides - 08.03.1990 - É preciso combater o saque às nossas riquezas - Texto por Egydio Schwade

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Paranapanema atrapalha: O conto da cassiterita - 29.05.1988

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Pergunto às autoridades municipais, estaduais e federais: Houve alguma mudança desse cenário de saque mineral do município de Presidente Figueiredo nos 44 anos das administrações que se seguiram à esta denúncia feita em 1988 pelo vice-presidente da Associação dos Geólogos do Amazonas? Casa da Cultura do Urubuí, 18 de fevereiro de 2022, Egydio Schwade 

Efemérides - 15.02.1982 - Funai - Timbó - Paranapanema e os Waimiri-Atroari

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  O relatório das pesquisas feitas a propósito de solicitação da Paranapanema para autorização de construção do ramal de acesso às minas do Pitinga, demonstra a ilegalidade do ramal em terra indígena. Contudo, os dirigentes do órgão cederam à solicitação da empresa. Casa da Cultura do Urubuí, 15 de fevereiro de 2022, Egydio Schwade

OS JAPONESES E A MINERAÇÃO PARANAPANEMA: a propósito da denúncia do ex-deputado do PMDB/AM Mario Frota no dia 22-09-84

 Ontem a Casa da Cultura do Urubuí fez memória de uma denúncia do então Dep. Federal do PMDB, Mário Frota, feita a exatos 37 anos, a propósito de maracutaias feitas pelo então Superintendente da FUNAI, nissei, Nélson Marabuto Domingues, prejudicando gravemente os índios Waimiri-Atroari para favorecer a empresa de mineração Paranapanema.  A propósito vale recordar que por volta de 1974 o governo João Figueiredo, nomeara outro nissei, Shigeaki Ueki, Ministro das Minas e Energia. Foi este ministro que concedeu à Paranapanema os primeiros 5 alvarás para pesquisa e lavra de minério nas terras Waimiri-Atroari. Isto ocorreu quase simultâneo à nomeação do nissei Nelson Marabuto para Superintendente da FUNAI no Amazonas o qual fez as criminosas manobras que favoreceram a Paranapanema, em detrimento dos Waimiri-Atroari, como denunciou Mário Frota. Uma investigação, feita por a organização internacional sediada na Holanda, sobre o organograma da Paranapanema, concluiu que o controle acio...

Efemérides - 12.05.1987- Prejuízos ecológicos provocam pedido de cassação de alvarás

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MINERAÇÃO CRIMINOSA

O jornal A Crítica de Manaus do dia 18 de novembro de 2015 alertou: “DEZ BARRAGENS DE MINERAÇÃO  INSEGURAS SE LOCALIZAM NO AMAZONAS.” Trata-se de 10 barragens de contenção da Mineradora MENSUR, ou Mineração Taboca (peruana) no município de Presidente Figueiredo, na Reserva dos índios Waimiri-Atroari. Em 1985, como membro da OPAN-CIMI, integrante de um grupo de Trabalho da FUNAI, fui testemunha da poluição que a mineradora jogava no Igarapé Tiaraju, afluente do rio Alalaú, veia aorta da Reserva Waimiri-Atroari e através dela no Rio Negro. Nos anos seguintes de 1987, 1989, 1990, 91 e 92 as coisas ainda pioraram muito com o rompimento sucessivo de barragens de contensão. No dia 29 de abril de 1993, segundo denunciou o CIMI ao jornal A Crítica 20-05-93, rompeu uma “barragem de rejeitos de lavagem de cassiterita, atingindo o igarapé (Tiaraju), prejudicando 150 índios e outros 450 que vivem na região. O rompimento da barragem de contenção de minérios na Mina do Pitinga é grave e deve...

MUNICÍPIO DE PRESIDENTE FIGUEIREDO: O KWAIT BRASILEIRO - I

As origens do município   Em 1967 os donos desta região, os índios Waimiri-Atroari, ou Kiña, como se autodenominam, começaram a ouvir RUÍDOS ESTRANHOS INVADINDO A SUA FLORESTA, colocando as arvores de raízes para o ar. Eram as máquinas do Governo do Amazonas construindo a BR-174, pelo seu território como se este fosse um vazio demgrafico. Esta rodovia não foi propriamente construída para ligar Manaus a Boa Vista, como o povo humilde do Amazonas e de Roraima, imaginavam. Seu principal objetivo era obter acesso às reservas minerais. No ano de 1967 o governo traçou um plano para a região que objetivou a exploração do minério, como comprovam documentos que originaram a rodovia BR-174. Antes de iniciar as obras, o diretor do DER/AM-Departamento Estadual de Rodagem do Amazonas, Coronel Mauro Carijó, solicitou da Petróleo Brasileiro S/A – PETROBRÁS, “informação sobre o potencial mineral do Estado em vista da elaboração de um Plano Diretor de Transportes para o Estado do Amazon...

MINERAÇÃO CRIMINOSA.

O jornal A Crítica de Manaus do dia 18 de novembro de 2015 alertou: “DEZ BARRAGENS DE MINERACAO INSEGURAS SE LOCALIZAM NO AMAZONAS.” Trata-se de 10 barragens de contenção da Mineradora MINSUR, ou Mineração Taboca (peruana) no município de Presidente Figueiredo, na Reserva dos índios Waimiri-Atroari/Amazonas. Em 1985, como membro da OPAN-CIMI, integrante de um grupo de Trabalho da FUNAI, fui testemunha da poluição que a mineradora joga no Igarapé Tiaraju, afluente do rio Alalaú, veia aorta do Reserva Waimiri-Atroari e através dele no Rio Negro. Nos anos seguintes de 1987, 1989, 1990, 91 e 92 as coisas ainda pioraram muito com o rompimento sucessivo de barragens de contensão. No dia 29 de abril de 1993, segundo denunciou o CIMI ao jornal A Crítica 20-05-93, rompeu uma “barragem de rejeitos de lavagem de cassiterita, atingindo o igarapé (Tiaraju), prejudicando 150 índios e outros 450 que vivem na região. O rompimento da barragem de contenção de minérios na Mina do Pitinga é grave e dev...

Minério Radioativo em Presidente Figueiredo / Amazonas

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Presidente Figueiredo, 12-12-1992 Companheiros e amigos, Mais uma vez lhes escrevemos para informar sobre esta parte da Amazônia. 5 mil toneladas de material radioativo acabam de ser enterrados na área do Pitinga, sob a responsabilidade da Paranapanema. Esse material transitou clandestinamente, desde agosto, pela reserva Waimiri-Atroari e pelo Município de Pres. Figueiredo. A população não foi informada a respeito do conteúdo e do perigo que essa carga representava. E as autoridades municipais e estaduais não tomaram, até o momento, qualquer providencia. A Mineração Taboca vem constatando, pesquisando e lavrando minérios radioativos no Pitinga, desde o início dos anos 80. Além disso, trata-se da única mina brasileira, que se saiba, que mantém, in loco, um especialista em radioatividade. A empresa já teve que mudar o seu principal conjunto habitacional na mina, localizado no Igarapé Madeira, e depois precisou aterrar uma rua por causa do excesso de radioatividade. Desde meados dos anos ...

O Minério Radioativo do Amazonas e as Usinas Atômicas Japonesas

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Presidente Figueiredo, Amazonas, 1992: estávamos construindo a Casa da Cultura do Urubuí. Doroti, eu e as crianças ajudávamos na cobertura de cavaco. Há nossa frente, pela BR-174, roncavam caminhões carregados de minério procedentes da mina do Pitinga. Oficialmente as carretas levavam apenas cassiterita ou estanho. Em verdade, carregavam diversos minérios estratégicos, todos bem mais caros do que o estanho: ítrio, tântalo, colúmbio, urânio, criolita, ouro. A BR-174 tornou-se mais uma “veia aberta da America Latina”. O diretor do setor mineral do Mercado Comum Europeu garantia em reunião em Duisburg / Alemanha / 1991 que todo o minério do Pitinga estava sendo vendido no mercado negro, confirmando conclusão a que o geógrafo e pesquisador da UFAM, José Aldemir de Oliveira chegou em sua tese de doutorado intitulada: “Cidades na Selva”. A área da mina do Pitinga, 526.000 hectares, foi invadida pela Paranapanema em 1979 e roubada pelo Governo Figueiredo do povo indígena Waimiri-Atroari em 19...