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Mostrando postagens com o rótulo Desaparecidos da ditadura militar

A Cobrança Anunciada da Presidenta Dilma à Comissão da Verdade

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Foto: Marcelo Camargo/ABr A presidenta Dilma Rousseff está cobrando resultados mais concretos dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade (CNV). É o que disseram os jornais por estes dias. Na 6ª pp, (29.03), O Globo deu uma página sobre essa cobrança. A chefe do governo, que sancionou a lei de criação da CNV e indicou seus sete membros, quer uma mudança no rumo dos trabalhos, como investimento maior nos depoimentos públicos dos parentes das vítimas e ações que sensibilizem a opinião pública, segundo a imprensa. Neste um ano de funcionamento da CNV (a se completar no mês que vem) - metade já do tempo de que ela dispõe -, o caso de maior repercussão tratado por ela foi o do desaparecimento (assassinato confirmado) do ex-deputado Rubens Paiva, ao qual a Comissão não trouxe grandes novidades. Tudo praticamente já tinha sido apurado pela imprensa e pela família. O fato que agitou o caso Rubens Paiva, o surgimento de documentos provando que ele morreu no DOI-CODI-Rio e nomes...

Por que Kamña Matou Kiña?

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Não restam dúvidas de que o Governo Militar, utilizando-se de aparatos bélicos e em favor de interesses privados, cometeu o genocídio dos Waimiri-Atroari”. Essa é a conclusão do Comitê Estadual da Verdade sobre a ação do Estado Brasileiro contra esse povo indígena por ocasião da abertura da rodovia BR-174 (Manaus-Boa Vista), iniciada na década de 1960 e que resultou na redução de três mil, em 1972, para pouco mais de 300 indivíduos em 1986. Bombas, metralhadoras, armas de todos os calibres e doenças contagiosas foram usadas pelos agentes do Estado Brasileiro nas incursões para aniquilar os Waimiri-Atroari. “É injustificável a ignorância brutal dos governos militares. Na primeira resistência dos indígenas contra a construção da estrada, eles interpretaram que os índios estavam usando tática de guerrilha”, destacou Gilney Viana. Viana representava a psicanalista e escritora Maria Rita Khel, membro da Comissão Nacional da Verdade, no lançamento do 1º Relatório do Comitê Estadual da...

Comissão Discute Possível Massacre de Índios Durante Regime Militar

A Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça realiza na quarta-feira (9), às 14 horas, audiência pública sobre a denúncia de massacre da etnia indígena waimiri-atroari durante o regime militar. O debate do colegiado, que faz parte da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, será no Plenário 9. A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que propôs a audiência, explica que o jornal A Crítica, do Amazonas, publicou matéria sobre o desaparecimento de cerca de 2 mil indígenas no estado, entre 1972 e 1975. Segundo a reportagem, os waimiri-atroari eram vistos, pelos militares, como um empecilho para o desenvolvimento da região pelo fato de resistirem à construção de uma estrada – a BR-174, que liga Manaus a Boa Vista. Erundina ressalta que eles não aparecem na lista oficial de desaparecidos políticos, nem na de vítimas de violação de direitos humanos durante a ditadura. “O massacre aconteceu por etapas e envolveu diferentes órgãos do regime militar”, diz o indigenista e ex-missionário Egydio S...

Porque Continuam Ocultos os Assassinos dos Waimiri-Atroari

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2000 Waimiri-Atroari desaparecidos durante Ditadura Militar – texto 4 Uma das estratégias do governo, em tempo de Ditadura Militar e de Nova República, para ocultar os assassinos dos Waimiri-Atroari é manter em locais estratégicos pessoas que saibam manter ante a opinião pública a aparência da política que está no poder. Assim Sarney deu continuidade à política indigenista da Ditadura Militar ao nomear Romero Jucá, homem de confiança dos ditadores, mas desconhecido na área indigenista, Presidente da FUNAI. Jucá, por sua vez, nomeou Sebastião Amâncio superintendente do Amazonas e Roraima, segundo cargo em importância na FUNAI. Este era conhecidamente submisso não só à política dos militares na região, mas também aos métodos de violência dos ditadores usados contra os índios Waimiri-Atroari. Quando Sarney passou a reserva desses índios à administração de uma empresa, a Eletronorte (caso único até então na política indigenista brasileira), esta nomeou Jose Porfírio de Carvalho para dar co...