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Efemérides - 07.10.1987 - Balbina: O Uatumã está secando

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  O que o Movimento de Apoio à Resistência dos Waimiri-Atroari, afirmava da Hidrelétrica de Balbina, dois anos antes desta entrar em funcionamento, vale hoje para o Linhão e respectivamente das declarações do Presidente da República. Atua-se no encalço de mentiras....

Efemérides - 31.08.1988 - Balbina representa o crepúsculo dos Atroari

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Efemérides - 16.08.1983 - Gabriel reivindica IUM da Eletronorte

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"Gabriel Andrade disse que a Eletronorte está retirando e usando esses produtos minerais sem deixar qualquer tipo de benefício para o município de Presidente Figueiredo."

O MUNICIPIO DE PRESIDENTE FIGUEIREDO III

Roubo da Mina Após a morte do Padre Calleri em 1968 o governo militar assumiu a construção da BR-174 que atravessa a área Kiña ou Waimiri-Atroari ao Nortedo Amazonas e Sul de Rorarima e a Perimentral, integrando as minas de toda a região Calha Norte com o Centro-Sul do País, através da Rede Transamazônica. A principal mina que essas estradas objetivavam e para as quais multinacionais forneciam recursos com muita liberalidade, se localiza na área dos índios Waimiri-Atroari. E a Paranapanema se tornou protótipo do novo (des)envolvimento que o governo se propôs a implantar na Amazônia. Criada em 1961 “para a exploração da Indústria da construção civil, incluindo projetose execução de obras de terraplanagem e pavimentação” (1), participou nesta condição na construção da Cuiabá-Santarém, da BR-174, Transamazônica e Perimetral Norte. Construindo estradas e violando territórios indígenas Amazônia afora, a empresa mudou os seus objetivos de construtora paramineradora. Nos trajetos con...

MUNICÍPIO DE PRESIDENTE FIGUEIREDO – II

 “O minério anima e enfeitiça” A rede de rodovias construídas pela Amazônia, incluindo a rodovia BR-174, Manaus-Boa Vista, teve como principal objetivo ligar as minas da região, garantindo a infraestrutura para a sua exploração. As obras enriqueceram empresas de construção e as aliciou para ampliarem os seus objetivos. Assim, as rodovias se tornaram “veias abertas” - na expressão de Eduardo Galeano, - por onde se escoam os recursos naturais, em especial, o minério, deixando para a população local, pouco benefício, mas muitos buracos na floresta e nas estradas... Na opinião de Robert Goodland, assessor do Banco Mundial a estrada Manaus-Boa Vista teve como objetivo principal a exploração mineral, (1) relegando a segundo plano a sonhada ligação rodoviária das capitais Manaus e Boa Vista. Antônio F. de Souza, em seu livro “Roraima em Revista”/1970, corteja o pensamento do governo: “O minério anima e enfeitiça, Roraima faísca e fascina.” (2) “A BR-174 é fator de integração nac...

Balbina no País da Impunidade (1989)

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[Originamente Publicado por Rogelio Casado , sob o título: "Balbina no País da Impunidade" - vídeo de luta contra barragens. Para Telma Monteiro e Elaíze Farias ] Em toda a Amazônia estão previstas a criação de 150 hidrelétricas, das quais 60 delas na Amazônia brasileira. A hidrelétrica de Balbina, concebida e construída na ditadura militar (1964-1985) no rio Uatumã (Amazonas), passou a funcionar a partir de 1989, Um bilhão de dólares do dinheiro do contribuinte foi usado para destruir 240 mil hectares de floresta, afogar animais silvestres, alagar terras indígenas e provocar fome e doença entre os ribeirinhos da região. Em troca dessa catástrofe, apenas insignificantes 80 megawatts firmes para Manaus. Passados todos estes anos, o modelo energético brasileiro não sofreu nenhuma revisão em todos os governos após a redemocratização do Brasil. O físico José Goldemberg, em depoimento, recomendou que Balbina fosse desativada e mantida como um monumento à insa...