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Agricultura e Sociobiodiversidade Amazônica

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Quando discutimos “produção familiar agrícola no Estado do Amazonas” é salutar recordar a experiência humana já vivida nesta parte do planeta antes da sujeição ao modelo de organização política estatal. A sobrevivência da humanidade está hoje ameaçada pela violência física e cultural que a terra sofre e pela depredação dos recursos alimentícios originários ou próprios a cada região do planeta. Todos os viventes do planeta dependem de uma mudança do paradigma político e do conceito de economia dos Estados Nacionais e, principalmente, do reconhecimento de economias distintas da “crematística” praticada por esses Estados. Muitos povos, comunidades, organizações e lideranças, vivem hoje preocupados atrás de financiamentos e de produtos de mercado para sustentar necessidades artificiais e ficções criadas ao longo da História humana. E nesta ânsia se esquecem da alimentação e da saúde das pessoas e da vida em geral, esquecem-se da preservação da natureza, da cultura e da economia da recipr...

Florestas de Alimentos: Uma Agricultura de Reciprocidade para a Amazônia

A floresta amazônica é generosa para com a vida. Abriga incalculável diversidade de espécies, de microorganismos a gigantes como as samaumeiras. E tem sido generosa também para com a humanidade, fornecendo cores, sabores e abrigo para pessoas que vivem e que viveram aqui há milênios. E para o mundo inteiro ajudando a criar um clima agradável, da temperatura a regulação do regime de chuvas e secas. Mas nos últimos tempos muitos homens não tem tratado com o mesmo carinho esta generosa natureza, que sofre não só por si, mas por ver seus filhos sofrerem. Não é por falta de opção que tanto se destrói. É possível fazer uma agricultura de reciprocidade com e para a Amazônia. Para isso é necessário que aja a preocupação com o aproveitamento da floresta nativa, mantendo todo o seu vigor original, sem alterá-la ou destruí-la, preocupando-se em recuperar áreas degradadas por ocupantes anteriores. É o que muitas comunidades tradicionais fizeram e fazem, e é o que estamos procurando fazer em n...