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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Casa da Cultura do Urubuí Promove Oficina de Meliponicultura


A criação de abelhas indígenas sem ferrão (Meliponicultura) é uma atividade relativamente pouco praticada na atualidade, mas de suma importância para a manutenção da biodiversidade. Estas abelhas nativas, na Amazônia são responsáveis por até 90% da politização da flora dependendo o ecossistema, segundo o grande estudioso do assunto Dr. Warwick Kerr.

São insetos que não representam perigo algum e seu cultivo pode ser feito mesmo por crianças e em ambientes urbanos. Além de sua importância na polinização, diversas espécies ainda produzem mel de ótimo sabor e muito valorizados na medicina popular.

Com a destruição dos ecossistemas naturais, a criação passa a ser muito importante para a preservação das espécies. Além disto, o gosto pela criação de abelhas desperta o interesse pelo estudo e conhecimento científico, que tem como conseqüência a formação de indivíduos mais consciente em relação à necessidade do cuidado com a natureza.

E é por isso que a Casa da Cultura do Urubuí vem incentivando a disseminação e desenvolvimento de técnicas de cultivo. Dezenas de oficinas já foram realizadas desde o ano de 1997, tendo como público principal comunidades indígenas, ribeirinhas e pequenos agricultores.

Nos dias 27 e 28 de agosto promovemos mais uma oficina onde foram feitas as práticas de:
- Transferência da natureza para caixa;
- Revisão;
- Coleta de mel; e
- Multiplicação de enxames
Ainda aforam abordados os seguintes temas:
- Proteção contra inimigos naturais;
- Dicas para construção e escolha do modelo de caixas; e
- Informações sobre a biologia das abelhas nativas.
Os participantes da oficina puderam conhecer cinco espécies diferentes pertencentes a quanto gêneros distintos.

Esperamos que o interesse pela meliponicultura continue crescendo, assim como o carinho para com os ecossistemas nativo da Amazônia.




Adu Schwade,
Casa da Cultura do Urubuí, 29 de agosto de 2011.

Um comentário:

  1. Olá irmão Schwade, muito bom o trabalho de vocês com a meliponicultura.
    Infelizmente não fiquei sabendo deste curso a tempo, pois tenho grande interesse no assunto, já que estou desenvolvendo um estudo com base nas meliponas.
    Tenho um amigo que já trabalhou com vocês e indicou pra eu entrar em contato, porém, o celular do seu pai só fez chamar...
    Como posso fazer este contato?

    Grato pela atenção.

    Raoni Guilhermo (raoniguilhermo@hotmail.com/raoni@inpa.gov.br)

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