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domingo, 16 de janeiro de 2011

Investir na copa das árvores é o mais sustentável


Desde 1997 a nossa família vem investindo em diversas espécies de abelhas melíferas e fazendo a estatística da produção de mel de abelhas na região Norte do Estado do Amazonas, mais precisamente no município de Presidente Figueiredo que está localizado as margens da BR-174, entre Manaus e Roraima.
A estatística de colméias localizadas em 6 micro-sistemas (igarapé da Onça, igarapé Ararinha, Igarapé Canastra, Igarapé dos Veados, rio Urubu e Caverna do Maroaga), áreas com cerca de 90% de floresta nativa, vem comprovando que o melhor investimento para a Amazônia é nas copas de árvores, cipós e capoeiras.
A produção de mel, cera, própolis, pólen, ou seja, dos produtos das abelhas nos sinalizam para isto. O investimento nas diversas espécies de abelhas da região:
· garante e enriquece a biodiversidade da mata;
· produz saúde para as populações regionais e economiza muitos gastos em farmácia;
· poliniza a floresta, aumentando a sua produção em frutas, garantindo alimento variado e natural para os animais silvestres;
· garante águas limpas e possibilita alimento aos peixes dos igarapés e dos rios;
· amplia o futuro da mãe-terra e consequentemente da humanidade.

Como conseqüência os agricultores são estimulados, a exemplo dos povos indígenas, a dedicarem-se, no enriquecimento de capoeiras, transformando-as em “florestas de alimentos”.
Alguns dos resultados finais são que:

· os agricultores passam a abastecer a sua mesa enriquecendo-a cada ano em número e espécie, de frutos, tanto nativos com exóticos: tubérculos, frutas, legumes e plantas medicinais, ao invés de importar frutas e batatas contaminadas com agrotóxicos;
· garantem o solo, visto que nos climas tropicais úmidos é através da reciclagem da biomassa que ele se abastece da reserva de nutrientes;
· aproximam os animais silvestres, garantindo proteína animal sem o esforço irracional que hoje desperdiça em dias e noites de perseguição aos últimos espécimes da caça nativa, quase sempre com alto risco a sua saúde.
· E finalmente produz excedentes de espécies diferentes que podem ser comercializados, tais como: mel, frutas, polpas, tubérculos e outros.

Casa da Cultura do Urubuí, 16 de janeiro de 2011,

Egydio Schwade

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