2000 Waimiri-Atroari Desaparecidos Durante a Ditadura Militar

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terça-feira, 26 de junho de 2012

Comitê Estadual do Direito à Verdade será tema de discussão na ALE/AM


[Publicado originalmente em ACrítica]

A Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) discute nesta terça-feira (26) a partir das 9h, os trabalhos do Comitê Estadual do Direito à Verdade, Memória e Justiça no Amazonas cujo objetivo é investigar os crimes praticados durante a ditadura militar contra cidadãos amazonenses e indígenas waimiri-atroari. O debate na ALE-AM foi viabilizado pelo deputado José Ricardo Wendling (PT).
A notícia sobre desaparecimento de um número expressivo de indígenas waimiri-atroari (aproximadamente 2 mil) durante a construção da rodovia BR-174 (Manaus-Boa Vista) na década de 1970 teve repercussão nacional depois de publicada no jornal A CRÍTICA e no portal acrítica.com, no mês de abril deste ano, a partir de relatos do indigenista Egydio Schwade, um dos convidados para o debate desta terça (26).
Foto: Euzivaldo Queiroz, novembro de 2011.
Fonte: ACrítica
A CRÍTICA entrevistou Egydio, que conviveu entre os waimiri-atroari nos anos 1980, período em que ele teve acesso às informações sobre o desaparecimento. A publicação da matéria, que ouviu também a Fundação Nacional do Índio e tentou ouvir o Programa Waimiri-Atroari, vinculado à Eletronorte, empresa que desde a construção de Hidrelétrica de Balbina desenvolve ações sociais na terra indígena, obteve desdobramentos na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.
A deputada federal Luíza Erundida (PSB/SP), integrante da Comissão da Verdade do Congresso Nacional, convocou uma audiência no dia 9 de maio, da qual participaram Egydio e a jornalista Elaíze Farias, autora da reportagem.

Convidados

O Comitê Estadual integra a Comissão Nacional da Verdade, instituída pelo Governo Federal para esclarecer casos de violação de direitos humanos durante a ditadura militar. Para o debate de hoje foram convidados o coordenador da comissão, Gilney Viana - da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; Egídio Schwade ; o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas, Wilson Reis; membro da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), Osvaldo Coelho; além de Gerson Medeiros (PSTU), Luiz Navarro (PCB) e Armando Clovis de Souza, representando os movimentos sociais.

Três casos no AM

No Amazonas, três episódios já estão no roteiro da investigação: o suposto desaparecimento de dois mil indígenas da etnia Waimiri-Atroari ; o desaparecimento do sociólogo Tomaz Meirelles, nascido em Parintins, e o suposto suicídio do sindicalista Antogildo Pascoal Viana, natural de Itacoatiara.

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