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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Carta Aberta aos Deputados Estaduais e Vereadores de Manaus

Srs. Deputados Estaduais do Amazonas e Vereadores de Manaus.


Sempre que me dou conta que tanto eu como a maioria dos moradores do interior do Estado deram seu voto para algum cidadão, morador da metrópole e vou a Manaus de ônibus, me revolto contra o Governador do Estado, o Prefeito de Manaus e todos os deputados estaduais e vereadores de Manaus pelo estado em que se encontram os serviços que de uma ou outra forma deveriam servir os moradores do interior.
Antes mesmo de chegar ao destino, ou seja, à rodoviária de Manaus, já começa a indignação. Ano entra, ano sai, o ônibus em que viajo precisa fazer uns dois quilômetros em direção ao centro congestionado, ou seja, até a bola do Parque 10 e dar ainda três voltas em torno da rodoviária, para só então ser autorizado a estacionar.
Chegando, finalmente, ao estacionamento procuro os banheiros. Senhores deputados e vereadores, não vou descrever a situação dessa área. É vosso dever visitá-la pelo menos uma vez durante a vossa gestão. Sem comentários!
Agora, Srs. Deputados e Vereadores é a vossa vez. Deixem o seu carro estacionado na rodoviária e vão ao ponto de ônibus mais próximo, lá na Constantino Nery, rumo Centro. Como não tem nenhum acesso previsto para pedestre esperem que os carros, esses donos da cidade, lhes dêem a oportunidade para atravessar metade ou toda a avenida para acessar uma parada de ônibus.
Quando tiverem feito as suas compras ou afazeres no Centro tomem, como qualquer “pagão” do interior, um coletivo no rumo da rodoviária. De preferência pela Av. D’Jalma Batista para desembarcar na parada mais próxima à Rodoviária. Agora vem outro drama. Uma vez que não tem passarela e sequer uma passagem demarcada, vamos ver quando os carros lhes permitirão um espaço para acessarem a rodoviária. Provavelmente só de madrugada. Melhor desistir e voltar até o Carrefour, aquele templo dos cidadãos, ali sim, tem passarela e vocês poderão passar obrigados, porém, a caminhar mais de 500 metros para chegar à rodoviária. Outra saída, talvez um pouco menos, incômoda será decidirem pegar um coletivo que vá pela AV. Constantino Nery, pois ali, mesmo desembarcando bem mais longe da Rodoviária, vocês chegarão mais depressa, pois poderão passar a Rua Recife pela passarela, se não estiver destruída. (Uma vez foi destruída por um caminhão e permaneceu quase um ano em ruínas, até que os administradores de Manaus o perceberam e tomaram a iniciativa da reconstrução.)
São apenas algumas dicas, Srs. Deputados e Vereadores. Tenho certeza que vocês encontrarão outros absurdos no tratamento das pessoas do interior que deveriam envergonhar qualquer administrador favorecido por um só voto da zona rural. Vejam ainda o destino das passagens diferenciadas para idosos, a situação das lanchonetes, etc. etc.
Agora verificado tudo na rodoviária, vão ao aeroporto, de onde vocês e seus familiares frequentemente levantam vôo no rumo do interior ou de Brasília. Que diferença!


Presidente Figueiredo, 27 de outubro de 2011


Egydio Schwade
Casa da Cultura do Urubuí

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