Casa da Cultura do Urubuí/ Presidente Figueiredo/ 26-01-11
Egydio Schwade
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O projeto do Governo do Estado do Amazonas de Ensino à distância com mediação tecnológica é bem intencionado, tem aulas bem preparadas, traz novas oportunidades, porém não agrada aos jovens.
É sabido que as pessoas de pequenas comunidades encontram dificuldades para estudar devido à dependência e dificuldades de transportes. Foi como forma de contornar essa situação que o Governo do Estado do Amazonas adotou o modelo de ensino a distancia mediado por tecnologia.
Como as aulas do sistema são bem preparadas, se tratando do conteúdo informativo, as informações chegam aos receptores, por meio de video-aulas. Em vista disso, é apresentado aos alunos um conteúdo bastante rico, mas os jovens não conseguiram se adaptar ao sistema.
Um dos motivos é por se tratar de uma ''TV" cheia de informações importantíssimas, porém sem relação ou afinidade com os alunos. Além disso, chegam de forma rápida, o que acaba por confundir os receptores. Os alunos queixam-se , por exemplo, de que devem escolher entre prestar atenção na aula ou copiar as dados repassados. Assim, muitos acabam por não compreender bem o assunto. Em muitos momentos escuta-se dizerem, sem delongas, que não entenderam nada!
Um dos fatores indispensáveis para a educação de qualidade é a relação aluno/professor e o domínio do conteúdo. Pois tendo confiança no professor, o aluno tímido se expressa e se expõe mais, uma vez que o incentivo do professor serve como ponto de referencia para o aluno. No sistema tecnológico, um professor presencial é responsável pela turma. Não dominando todas as dez disciplinas ministradas, ele raramente tirará as dúvidas da classe, que por sua vez são freqüentemente deixadas pelo professor ministrante.
Enfim, o projeto é proveitoso, precisa ser aperfeiçoado, traz novas oportunidades para os alunos necessitados, mas para os jovens é totalmente necessário o contacto com o professor ''de lousa'' que passa a ser seu amigo e seu mestre.
Walber Yuri Santos de Souza
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Para quem deseja ter noticias sobre as lutas dos povos indígenas no Brasil, pode acessar o site do Conselho Indigenista Missionário – CIMI - http://www.cimi.org.br/ . Esta semana os principais destaques são sobre Belo Monte e sobre o Novo Código Florestal. O CIMI também publica O Jornal Porantim com edições periódicas.
Escutam-se foguetes na cidade de Presidente Figueiredo desde a sexta-feira, 15 de janeiro, quando foi cassado o prefeito Fernando Vieira por crime de abuso do poder econômico e compra de voto. Não foi a primeira vez que Fernando teve o mandato casado por crime eleitoral. Os primeiros foguetes que se ouviu foram de partidários de Romeiro Mendonça, segundo colocado nas eleições e quem deveria assumir. Romeiro é o mesmo que foi preso na “Operação Albatroz”, deflagrada pela policia federal a cerca de seis anos atrás. Romeiro e seus comparsas desviaram milhões dos cofres do município e mesmo assim foi logo libertado e novamente se candidatou ao cargo de prefeito de Presidente Figueiredo, tendo ficado em segundo lugar nas últimas eleições. Lembro-me que logo após ter sido solto e saído da prefeitura, o comentário que corria na cidade era de que Romeiro teria ganhado de consolação um bom cargo do então governador Eduardo Braga. Pode-se até desconfiar que Braga queria aproveitar sua experiência em desviar verbas públicas. Portanto, estes primeiros foguetes eram pela indicação de trocar o “sujo pelo muito mal lavado”.
Na segundo os foguetes já eram pela liminar que reconduz Fernando a Prefeitura. Portanto pela decisão de mais uma vez, como é praxe no município e no Estado, relevar os crimes de corrupção eleitoral para continuar com as demais categorias de corrupção.
O Judiciário garante a festa! Fala-se, e não a bocas pequenas, mas em alto e bom som, que cada uma das decisões custa entorno de R$ 200.000,00 a R$ 300.000,00. “Pobrezinho dos funcionários do judiciário, ganham tão pouquinho que precisam ficar brincado de decidir a vida do povo num tira e põe de prefeitos!!!”. No Amazonas, se não me engano, quase um terço dos municípios estão nesta brincadeira de “tira e põe”.
É uma vergonha, mas tem que ser dito, não é mais o Boi Bumba nem o Forro, o que agita a galera é o tira e põe. E o animador e o Judiciário.
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